O docente Doutor Damiano Salei Padre, professor colaborador do Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla (ISCED-Huíla), publicou recentemente um estudo pioneiro sobre a formulação da política de educação inclusiva em Angola. O trabalho científico analisa, de forma particular, o peso e a influência de actores nacionais e internacionais na definição destas diretrizes.
Por Lihuleno Daniel • Jornal Académico
Intitulado “A Formulação da Política de Educação Inclusiva em Angola: Uma Análise à Luz da Transferência de Políticas”, o artigo científico foi publicado no volume 2 (2026) da Educcary Revista Científica Multidisciplinar, onde ocupa as páginas 483 a 500.
A circulação de modelos globais
A investigação aborda a construção da política pública sob a perspetiva da transferência de políticas. O objectivo central do autor foi compreender de que forma ideias, modelos pedagógicos e práticas administrativas circulam entre diferentes contextos e acabam por moldar as decisões em Angola.
Neste cenário, ganham destaque organizações internacionais como a UNESCO e o UNICEF. O estudo examina minuciosamente o processo de circulação e incorporação destas referências globais no desenho do sistema de ensino inclusivo angolano.
Valorização do contexto local
O grande argumento defendido por Damiano Padre é a necessidade urgente de uma adaptação crítica destas diretrizes internacionais às realidades específicas do país. O investigador apela à valorização do conhecimento científico produzido internamente e ao reforço dos mecanismos de participação local na formulação de políticas públicas.
Para o autor, estes elementos são fundamentais para garantir a construção de um sistema de ensino mais equitativo, eficaz e verdadeiramente ajustado às reais necessidades da sociedade angolana.
A educação inclusiva em Angola conta actualmente com mais de 700 escolas inclusivas no ensino geral e mais de 45 mil estudantes com necessidades especiais, segundo o governo.
O país tem dado passos importantes no plano normativo e na sensibilização social, mas a transição da teoria para a prática nas salas de aula continua a exigir investimentos profundos.
O artigo científico pode ser consultado na íntegra através do link: clique aqui.


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