O subsistema do Ensino Superior em Angola tem experimentado significativas mudanças desde o término do conflito armado em 2002, em conformidade com o processo de reconstrução nacional e de expansão do acesso à educação. A criação de novas instituições públicas e privadas, a interiorização de universidades e a ampliação da oferta de cursos mostram o esforço do Estado para democratizar o acesso. Neste processo, o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação tem um papel importante. Este ministério cria políticas para regular, avaliar e acreditar as instituições. No entanto, apesar dos avanços quantitativos, persistem desafios relacionados com a qualidade do ensino, a formação e valorização do corpo docente, a produção científica e a articulação entre a universidade e o mercado de trabalho.
Artigo de opinião de Manuel Marques, mestrando em Políticas Públicas pela Universidade Federal ABC do Brasil.
Diante desse cenário, é fundamental fortalecer os sistemas de avaliação e acreditação, investir na formação contínua dos docentes, ampliar o financiamento à pesquisa e estimular parcerias internacionais e com o setor produtivo. Recomenda-se também uma maior transparência na gestão universitária, o incentivo à cultura científica desde o ensino superior e políticas de bolsas que promovam a equidade. Para que o ensino superior consiga contribuir de forma efectiva para o desenvolvimento sustentável de Angola, é necessário um plano estratégico, um compromisso institucional e foco na qualidade.
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