Ensino privado amplia a vantagem na oferta de acesso, enquanto as instituições públicas perdem quase seis mil lugares.
Por Lihuleno Daniel • Jornal Académico
As universidades públicas de ensino superior vão perder 5.893 vagas no próximo ano académico, enquanto as privadas terão mais 4.301 lugares, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 19, pelo Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI).
Para 2026/2027, foram autorizadas 195.453 vagas nas 106 instituições legalmente reconhecidas e em funcionamento no país. As privadas ficam com a maior parte da oferta, enquanto o sector público vê reduzida a sua participação.
Público perde quase seis mil vagas
A redução é particularmente significativa nas academias públicas. No próximo ano académico, estas terão 22.363 lugares, contra 28.256 do ciclo anterior. Por seu turno, as privadas passam a contar com 173.090 vagas, mais 4.301 do que em 2025/26. Com isso, passam a responder por 89% da oferta nacional, enquanto o sector estatal fica com 11%.
A mudança ocorre num contexto de ligeira redução do número global de lugares disponíveis. O país terá menos 1.592 vagas do que no ano académico anterior, mas a distribuição entre os dois sectores sofre uma alteração mais acentuada.
Privadas reforçam domínio da oferta formativa
A rede de ensino superior conta actualmente com 75 instituições privadas e 31 públicas. No próximo ano académico, as primeiras vão disponibilizar uma quantidade de lugares muito superior à das segundas.
A diferença já existia no ano passado, mas aumenta com a nova distribuição. O sector privado passa de 85,66% para 89% da oferta nacional, enquanto a participação da rede pública recua de 14,34% para 11%.
Os números avançados pelo MESCTI não esclarecem as razões para a diminuição registada nem os factores que determinaram o aumento da capacidade autorizada para as privadas.

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