Caso “teste do sofá”: UPRA assegura que docente filmado já não dá aulas na instituição

A Universidade Privada de Angola (UPRA) esclareceu publicamente nesta quarta-feira, 19, que o docente envolvido num vídeo viral de alegado assédio sexual já não faz parte dos seus quadros, numa tentativa de afastar-se do escândalo que dominou o meio académico ao longo da semana.

Por Lihuleno Daniel • Jornal Académico

Segundo o comunicado a que o Jornal Académico teve acesso, a unidade de ensino esclarece que tomou conhecimento das publicações e vídeos que fazem referência ao antigo docente após a divulgação massiva de imagens nas redes sociais que mostram um homem, identificado como professor da instituição, numa pensão na companhia de uma jovem estudante.

O caso, rapidamente associado ao chamado “teste do sofá”, expressão utilizada para descrever situações em que estudantes são pressionadas ou coagidas a manter relações sexuais em troca de notas ou facilidades no percurso universitário, voltou a reacender o debate sobre os mecanismos de prevenção e denúncia de eventuais práticas de assédio no ensino superior.

Na sua tomada de posição, a UPRA afirmou repudiar, de forma categórica, qualquer forma de assédio, abuso de autoridade, coação ou aproveitamento indevido da relação de poder que se estabelece entre docentes e estudantes.

A direção do estabelecimento de ensino considerou ainda que este tipo de comportamento é totalmente incompatível com os seus princípios éticos e valores institucionais. A universidade sublinhou que pauta a sua atuação diária pela integridade, respeito mútuu, responsabilidade social e, acima de tudo, pela proteção e salvaguarda do bem-estar dos seus estudantes.

 

Sobre o autor


Lihuleno Daniel é editor e repórter do Jornal Académico, especializado na cobertura do ensino superior, ciência, investigação científica e políticas públicas para a educação em Angola.

 

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