OPINIÃO: A oratória como factor de sucesso académico e profissional

A universidade forma profissionais, mas também deve formar líderes capazes de inspirar, dialogar e transformar a sociedade. Contudo, ainda é comum encontrar estudantes brilhantes que dominam o conhecimento, mas hesitam quando precisam de expressar as suas ideias. O silêncio, muitas vezes, não resulta da falta de competência, mas da ausência de confiança para comunicar.

Por Cristina Capato | Opinião

É nesse contexto que a oratória assume um papel decisivo. Falar bem não significa impressionar com palavras difíceis, mas transmitir pensamentos com clareza, autenticidade e propósito. Quem aprende a comunicar abre portas para a liderança, fortalece relações e amplia o impacto das suas acções. As grandes transformações da história começaram com pessoas que ousaram usar a sua voz para defender causas, partilhar conhecimento e inspirar mudanças. E é este, também, o rumo que os universitários devem tomar para si.

Por isso, a universidade não se deve limitar à transmissão de conteúdos; deve, pelo contrário, incentivar os estudantes a desenvolverem a capacidade de comunicar com responsabilidade e convicção. Afinal, o conhecimento ganha verdadeiro valor apenas quando encontra uma voz capaz de transformá-lo em acção e impacto social.


Sobre o autor

Cristina Capato é estudante de Comunicação Social, coordenadora do Núcleo de Jovens Mulheres Universitárias do MNJUA, formadora profissional de Oratória e apresentadora de eventos. Escreve sobre oratória e comunicação.

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