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OPINIÃO: “Os medicamentos sabem onde dói?”, as pessoas perguntam frequentemente

Conforme a associação internacional para o estudo da dor (IASP), a dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável associada a uma lesão tecidual real ou potencial. Por seu turno, os medicamentos são comummente usados para atenuar os efeitos e progressão das dores de substâncias combinadas ou isoladas, capazes de alcançar efeitos terapêuticos.

Artigo de opinião de Cristina Braça, estudante do 2.° ano de Cardiopneumologia no Instituto Superior Sol Nascente.

Os medicamentos, substâncias activas, quando ingeridos ou administrados por via injetável na corrente sanguínea alcançam todo o organismo. Em contra partida, o corpo humano produz substâncias chamadas prostaglandinas, que actuam como mensageiros químicos. Em caso de lesão, por exemplo, essas moléculas sinalizam ao cérebro que algo não se encontra em conformidade, desencadeando a percepção da dor e orientando a resposta do organismo.

Efetivamente, o medicamento não sabe onde localiza-se a dor. O que acontece é uma sucessão de interações simbióticas entre a química do fármaco e a biologia inteligente do nosso corpo. E, graças aos avanços científicos, os medicamentos são já desenvolvidos com tal precisão, que embora depositados na corrente sanguínea num todo, conseguem atingir os seus objetivos — sejam eles diagnósticos, profiláticos, paliativos ou terapêuticos.

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